O comércio presencial em Goiás voltou a ganhar força nos últimos meses, acompanhando uma tendência nacional de retomada das lojas físicas, enquanto o comércio online enfrenta desaceleração e perda de ritmo em alguns segmentos. O movimento reflete mudanças no comportamento do consumidor, além de fatores econômicos que impactam diretamente o varejo.
De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o varejo registrou crescimento em Goiás, impulsionado principalmente pelos segmentos de supermercados, farmácias, vestuário, calçados e comércio de rua. O aumento da circulação de pessoas em centros comerciais e a retomada plena das atividades presenciais ajudam a explicar o avanço.
Em contrapartida, dados da ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) e de empresas de monitoramento do setor, como a Neotrust, indicam que o comércio eletrônico no estado segue uma tendência de desaceleração observada em todo o país. Categorias como eletrodomésticos, eletrônicos e bens duráveis apresentam crescimento mais lento ou retração nas vendas online, influenciadas pelo aumento dos custos logísticos, do frete e pela maior cautela do consumidor.
Especialistas avaliam que o consumidor goiano voltou a priorizar a experiência de compra presencial, buscando atendimento direto, possibilidade de ver e testar produtos e a entrega imediata. Promoções regionais, datas comemorativas e ações locais também têm contribuído para o aumento do fluxo de clientes nas lojas físicas, especialmente em cidades como Goiânia, Anápolis, Rio Verde e Aparecida de Goiânia.
Apesar da desaceleração do comércio eletrônico, o setor continua relevante para o varejo goiano. A avaliação do mercado é de que o momento atual representa um ajuste após o crescimento acelerado dos anos de pandemia. A principal tendência para os próximos meses é o fortalecimento de estratégias omnicanal, integrando lojas físicas e plataformas digitais.
O avanço do comércio presencial em Goiás também tem impacto direto na geração de empregos, no faturamento das empresas e na movimentação econômica dos municípios, reforçando a importância do setor para a economia estadual.
Fontes
IBGE – Pesquisa Mensal do Comércio (PMC)
ABComm – Associação Brasileira de Comércio Eletrônico
Neotrust / Compre&Confie
Secretaria de Estado da Economia de Goiás
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